Comunicação para a transformação socioambiental

São grandes as chances de que a carne que você – e o resto do mundo – come venha de um animal que pastou onde um dia já foi floresta amazônica. Isso porque boa parte das áreas de floresta desmatadas nas últimas décadas foram, inicialmente, destinadas a abrir espaço para o gado.

Os consumidores têm papel importante e podem ajudar a frear o desmatamento na maior floresta tropical do planeta exigindo que a carne bovina que comem não venha de áreas de desmatamento. Mas, para garantir a origem da carne, é preciso monitorar toda a cadeia produtiva, começando pela fazenda onde nasce o bezerro e seguindo por todo o caminho que o produto faz até chegar à mesa das pessoas. Por isso, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e O Instituto O Mundo Que Queremos estão desenvolvendo um novo indicador público de transparência e controle da cadeia de produção e comercialização de carne bovina no Brasil: o Radar Verde, que será lançado no dia no dia 27 de abril, às 9h30, com transmissão pelo Youtube.

Para participar do evento e também receber mais informações sobre a pesquisa e a iniciativa, inscreva-se aqui.

58% dos brasileiros querem saber se a carne que consomem está relacionada com o desmatamento da Amazônia

O Brasil é um dos maiores produtores globais de carne bovina. Mais de 40% do nosso rebanho está localizado nos estados que compõem a Amazônia Legal, e os brasileiros estão preocupados com isso. De acordo com uma pesquisa, encomendada pelo Radar Verde e realizada pelo Reclame AQUI, os brasileiros acham importante rastrear a carne que consomem.

Mais de 40% dos entrevistados responderam que já deixaram de comprar carne de fabricantes associados ao desmatamento ou violação de leis ambientais e 58% afirmaram que a informação clara sobre a procedência da carne é um fato relevante na hora da decisão da compra. Além disso, a maioria (79%) afirmou que quem vende a carne bovina (supermercados e frigoríficos) deve ser responsável por verificar se a produção causou ou está relacionada com o desmatamento.

Os consumidores também responderam sobre que tipo de garantia seria suficiente para que eles confiassem que a produção da carne consomem não está associada ao desmatamento. Todos afirmaram que gostariam de ter acesso a indicadores transparentes sobre as políticas de sustentabilidade dos fabricantes de carne.

O déficit de transparência e controle dessa cadeia produtiva deve afetar cada vez mais as vendas das empresas. Entre os mais de 9 mil consumidores que responderam à pesquisa, 4.008 disseram que já deixaram de comprar carne de fabricantes publicamente associados ao desmatamento e 43% afirmaram que a marca da carne é um fator importante na hora da escolha.

Caso a rastreabilidade fosse regra, 73% dos consumidores disseram que deixariam de comprar em supermercados e frigoríficos que não conseguem garantir a procedência da carne que vendem e que a produção não causou desmatamento.

Mais dados inéditos serão revelados no lançamento oficial do indicador.

Metodologia da pesquisa
A pesquisa foi aplicada pelo Instituto Reclame AQUI nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2021 e respondida por 9.832 usuários. O formulário de perguntas foi publicado no site do Reclame AQUI em todas as áreas de acesso aos consumidores, exceto na área de reclamações. Puderam responder à pesquisa todos os consumidores que acessaram a plataforma.

O Radar Verde
Idealizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e O Instituto O Mundo Que Queremos, o indicador vai mostrar para os consumidores quais frigoríficos e redes varejistas têm melhor controle e transparência sobre sua cadeia de produção, a fim de garantir que a carne que vendem não causou desmatamento na Amazônia, nem direta, nem indiretamente.

Programação do evento de lançamento

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