Comunicação para a transformação socioambiental

Uma coalizão de empreendedores evoca o poder do consumo individual para aumentar o valor econômico da floresta

O Dia da Amazônia é celebrado anualmente em 5 de setembro. Em pé, a maior floresta tropical do mundo, que abriga uma vasta diversidade biológica, povos e saberes ancestrais, nos dá uma série de presentes todos os dias. Ela atua na regulação do regime de chuvas, sequestra carbono e equilibra o clima do planeta. De suas entranhas brotam saberes ancestrais dos povos que lá vivem. Ativos de sua biodiversidade dão origem a medicamentos e cosméticos. Isso sem falar dos incríveis e potentes sabores de alimentos que se originam somente por lá.

Na medida em que as políticas ambientais são mais incisivamente negligenciadas, proporcionalmente vemos crescer o desmatamento ilegal, ao mesmo em que aumenta a pressão de práticas como garimpo em terras indígenas e grilagem de terras públicas. O resultado não poderia ser outro: destruição, queimadas, violência, atraso econômico e queimadas.

É tempo de pensar o que cada um de nós pode dar de presente para a Amazônia.

Hoje existem empreendedores que já cuidam da floresta porque percebem toda a riqueza material e imaterial que ela gera. Eles oferecem produtos que deixam um impacto positivo na Amazônia e em suas populações. Contribuem para manter a floresta em pé ao endossar modos sustentáveis de produção, que envolvem comunidades ribeirinhas e tradicionais, gerando trabalho e renda ao mesmo tempo em que conservam a floresta.

O consumo individual é uma ferramenta potente para ajudar a Amazônia. Cada um de nós pode se unir a esse movimento. Para além de exigirmos medidas de comando e controle pelos órgãos fiscalizadores, incentivar quem mantém viva a floresta é presentear a região – e o Brasil – através desse movimento crescente de empreendedorismo que gera impacto positivo. É nesse contexto que surge a campanha Da Amazônia para você, do Mercado Livre em parceria com o movimento Amazônia em Casa Floresta em Pé. O objetivo é justamente impulsionar os produtos dessa nova economia que cuida da floresta, tornando-os acessíveis em poucos clicks e enviados para todo o Brasil.

O movimento, nascido no ano passado, quando empreendedores amazônicos viram suas vendas despencar por causa da pandemia, é a reunião de organizações para buscar novas formas de escoar a produção desses negócios. Começou com a co-criação do Mercado Livre, que ofereceu orientação e soluções logísticas, de comercialização e inclusão digital. Hoje, o movimento agrega dezenas de parceiros, como a AMAZ, Idesam, Climate Ventures e Plataforma Parceiros pela Amazônia, além do Instituto Conexsus, Instituto Auá, Central do Cerrado e Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

Em 2020, 16 negócios participaram da campanha com o Mercado Livre. Agora, no segundo ano, já são mais de 30, totalizando centenas de produtos. As marcas, que oferecem sabores e saberes únicos da maior floresta tropical do planeta, comercializam produtos variados como: molho de tucupi, farinha de cará roxo, compota de jambu e de vitória régia, semente de Puxuri, além de artigos de moda sustentável e artesanato indígena.

Apoiar os negócios de impacto que surgem na e da floresta contribui para conservá-la e gerar renda para suas populações. Que tal esse presente Amazônia, que tanto nos dá todos os dias?

Foto: Hoje existem empreendedores que já cuidam da floresta porque percebem toda a riqueza material e imaterial que ela gera (Celso Abreu/Divulgação)

Este artigo foi escrito por Larissa Magalhães e Alexandre Mansur e publicado, originalmente, na coluna Ideias Renovaveis, na Exame.

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