Melhores ONGs lança plataforma para facilitar doações

Quem quer aproveitar o Dia de Doar, pode usar o site para conhecer as 100 melhores ONGs do Brasil e fazer uma doação direta para qualquer uma delas

Dia 1 de dezembro é celebrado, no Brasil, o Dia de Doar, um grande movimento para promover a doação realizado em mais de 190 países. As organizações do terceiro setor são beneficiadas pela data e o Prêmio Melhores ONGs, que acaba de divulgar as 100 melhores de 2020, lançou uma novidade que vai ajudar as vencedoras na captação de doações: uma plataforma que permite a doação direta para as organizações reconhecidas por suas boas práticas em quesitos como governança, transparência, comunicação e financiamento.

Lançada na última semana, a plataforma é um presente para as ONGs vencedoras de 2020, pensada para facilitar as doações neste Dia de Doar e também nos outros dias do ano. Tradicionalmente, o Prêmio já funciona como um farol para orientar doadores, mostrando para quem quer doar uma lista de organizações nas quais se pode confiar.

Melhores ONGs
O Prêmio, realizado desde 2017, é uma parceria do Instituto Doar, da agência de projetos socioambientais O Mundo Que Queremos e da Ambev, com respaldo técnico de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e apoio da Fundação Toyota do Brasil.

A cerimônia de premiação está marcada para o dia 10 de dezembro, a partir das 20h, com transmissão pelo YouTube e pelo site do canal Futura. Além das 100 melhores, o público conhecerá também os destaques nas categorias especiais, além da melhor ONG entre todas. Pela primeira vez, as organizações de menor porte também terão, oficialmente, um destaque especial.

Prêmio Melhores ONGs anuncia as 100 vencedoras de 2020

A cerimônia online ocorrerá no dia 10 de dezembro, quando serão anunciadas também as melhores nas categorias especiais e o destaque do ano

O Prêmio Melhores ONGs anuncia as 100 organizações brasileiras do terceiro setor vencedoras em 2020. Na lista, que já está disponível no site melhores.org.br, é possível conhecer o nome das organizações reconhecidas por suas boas práticas em quesitos como governança, transparência, comunicação e financiamento. O Prêmio, realizado desde 2017, é uma parceria do Instituto Doar, da agência de projetos socioambientais O Mundo Que Queremos e da Ambev, com respaldo técnico de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e apoio da Fundação Toyota do Brasil.

Este ano, 670 organizações se inscreveram no Prêmio, que é o maior do terceiro setor no Brasil. A cerimônia de premiação será no dia 10 de dezembro, a partir das 20h, com transmissão pelo YouTube e pelo site do canal Futura. Além das 100 melhores, o público conhecerá também os destaques nas categorias especiais, além da melhor ONG entre todas. Pela primeira vez, as organizações de menor porte também terão, oficialmente, um destaque especial.

Uma novidade deste ano é o lançamento de uma plataforma para ajudar as ONGs vencedoras a captar doações. A equipe do Melhores ONGs desenvolveu uma plataforma onde qualquer pessoa pode entrar e doar diretamente para qualquer uma das 100 ONGs vencedoras. A plataforma para doação também já está disponível a partir de hoje. É um presente do Melhores ONGs para o Dia de Doar, uma campanha mundial no dia 1 de dezembro para estimular as contribuições financeiras para as organizações.

“Em razão da pandemia, esse ano foi ainda mais desafiador do que nunca para as organizações que trabalham para cuidar das pessoas, da sociedade, do meio ambiente. É por isso que o reconhecimento do Prêmio Melhores ONGs este ano é especial”, diz Marcelo Estraviz, diretor do Instituto Doar. “Além disso, como um presente adicional para os vencedores, montamos este ano uma plataforma que permite a qualquer pessoa entrar e fazer doações diretamente para cada uma das 100 melhores. Isso é outra contribuição para maior solidez do lindo trabalho que elas fazem.”

“O Prêmio Melhores ONGs é o nosso presente para todos que atuam, são voluntários ou doam para as organizações”, afirma Cássia Christe, diretora executiva do Mundo Que Queremos. “Sabemos como são difíceis as condições para operar, enfrentando todo tipo de obstáculos. Mas mesmo assim essas organizações estão aí, persistindo, dando a sua contribuição para o país, para cada um de nós, independente de sua área de atuação. Precisamos sempre celebrar e agradecer o empenho das ONGs, que são fruto da boa vontade de cidadãos que se juntam para realizar um trabalho em benefício dos outros, com generosidade.”

O Prêmio
Em sua 4ª edição, a premiação reconhece as 100 melhores organizações do terceiro setor brasileiro. Desde seu lançamento, a premiação alcançou grande visibilidade e continua crescendo, na medida em que se consolida como a principal referência em organizações filantrópicas no país. A equipe julgadora é formada por professores, doutorandos, mestrandos da FGV, jornalistas e lideranças sociais.

Fazendas paulistas emitem os primeiros títulos verdes para agricultura

Os produtores rurais, com boas práticas ambientais, abriram caminho para uma forma inovadora de obter crédito com condições vantajosas

Duas fazendas no interior de São Paulo são pioneiras num tipo promissor de negócio. Dessa vez não se trata de um cultivo novo, mas uma forma inovadora de obter crédito com condições vantajosas. Situadas nos municípios paulistas de Itirapina e Iaras (214 km e 285 km, respectivamente, distantes da capital), as fazendas da empresa Rizoma Agro emitiram títulos verdes em setembro deste ano. Elas foram as primeiras propriedades rurais do mundo a emitir um título verde para financiamento de projetos de agricultura. A certificação foi feita pela Climate Bonds Initiative (CBI), organização britânica que comprova padrões sustentáveis em todo o mundo. Os títulos verdes ou green bonds são títulos de dívidas para financiar projetos de estímulo ao desenvolvimento sustentável, voltados, portanto, para preservação do meio ambiente e mitigação de mudanças climáticas. Eles ganham cada vez mais força no mercado internacional e são oportunidade para o agronegócio brasileiro que é bem posicionado para esse tipo de investimento. Alexandre de Arruda Botelho, CFO da Rizoma Agro, afirma que as fazendas conseguiram emitir o título verde no valor de R$ 25 milhões porque adotam boas práticas agrícolas desde o início de suas operações.

Para se enquadrar e ser apto a emitir um título verde, o produtor rural precisa atender a critérios determinados por um sistema de classificação de práticas sustentáveis (taxonomia). Há parâmetros para aumento de biodiversidade, quantidade de sequestro de carbono nas áreas de plantio, retenção de água, se a propriedade rural está livre de desmatamento ilegal, por exemplo, entre outros. Nas fazendas contempladas, os cultivos são feitos com as técnicas de agricultura regenerativa e orgânica e não só se abstém de emitir gases de efeito estufa que provocam as mudanças climáticas, como também retiram da atmosfera 45 toneladas de carbono por hectare por ano. Esse tipo de manejo preocupado com o meio ambiente ainda aumenta a biodiversidade e torna as lavouras mais resilientes à escassez hídrica quando comparadas com as lavouras convencionais. Nos 1.200 hectares totais das duas propriedades são cultivados grãos como milho, soja e feijão, e também limão tahiti, entre outras culturas. A nova fonte de financiamento vai custear a irrigação de 550 hectares de plantação, o que vai aumentar a área de plantio por possibilitar o cultivo de feijão no inverno, por exemplo, e também será incentivo para a expansão da fábrica de biofertilizantes já existente na propriedade rural. “Queremos mostrar que a produção regenerativa orgânica é escalável, é um negócio. Temos certeza de que essas boas práticas são tendências crescentes e nosso objetivo é sermos impulsionadores deste movimento no Brasil. Observamos um consumidor que olha cada vez mais para questões climáticas e que procura produtos orgânicos. Mas hoje o consumo de produtos orgânicos ainda sobe mais do que a própria produção de orgânicos”, observa Botelho.

Os critérios ambientais podem ser um obstáculo para o acesso a esse tipo de crédito. Segundo Fernanda Mello, CEO da DuAgro, uma fintech de crédito rural, o custo de enquadramento de pequenos e médios produtores é muito alto e esse é um desafio a ser superado. “Os critérios para emissão de títulos verdes funcionam bem para o grande produtor, que vai fazer uma dívida individualizada. Para eles, os custos iniciais de colocar esse projeto em pé e toda verificação e monitoramento que precisa ser feito a longo prazo, não são um problema”, explica. Para superar o entrave dos pequenos, especialistas trabalham para encontrar metodologias que viabilizem a fonte de financiamento para esses tipos de negócios rurais. Uma possibilidade é criar medidores de práticas sustentáveis que já são implementadas nessas fazendas.“Muitos produtores já usam práticas sustentáveis e nem sabem. O que precisamos é conscientizá-los sobre o que, afinal, são boas práticas. Deixar claro que elas não só vão preservar o meio ambiente, mas também preservar o solo da propriedade e torná-lo mais fértil a longo prazo, ou seja, vai ser bom também para o produtor, que vai experimentar valorização da terra dele, seu maior ativo. Assim, o aumento da produtividade se converte em mais receita”, analisa Fernanda.

Gustavo Pinheiro, coordenador do portfólio de Economia de Baixo Carbono do Instituto Clima e Sociedade (ICS), observa que os títulos verdes são importantes para impulsionar a transição para agricultura de baixo carbono e regenerativa. “Produtores que fazem usos de melhores práticas agrícolas apresentam melhor avaliação de risco por terem maior resiliência ao risco climático. Este risco menor pode se traduzir em taxas menores. O mercado de títulos pode ser acessado por grandes produtores, enquanto pequenos e médios podem acessar o crédito para Agricultura de Baixo Carbono (ABC), linha oficial do Plano Safra.”

O futuro é verde
A demanda anual de capital de giro agrícola é de US$ 100 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Há também necessidade de capital de investimento e recursos financeiros para outras atividades em todo o agronegócio, incluindo produção de insumos, logística, armazenamento, agroindústria, atacado e varejo. Para aumentar substancialmente a produção, eficiência e produtividade, em uma base sustentável, será necessário capital adicional. Em 2019, as emissões de títulos verdes em todo mundo alcançaram um total de US$ 258 bilhões. No Brasil, o mercado cumulativo desses títulos atingiu US$ 6,8 bilhões, segundo a Climate Bonds Initiative (CBI). Martha de Sá, co-fundadora da Vert Securitizadora, avalia que nos mercados europeu e norte-americano o investidor de impacto ganha cada vez mais força. “No Brasil, emissões rotuladas e classificadas como ESG [que considerem questões ambientais, sociais e de governança] ficaram em voga com a pandemia. Nosso país é destaque mundial no que diz respeito à capacidade de gerar operações de impactos ambientais e sociais”. Para a especialista, à medida em que as emissões aumentarem, os investidores terão maior disponibilidade de recursos para esse tipo de aporte, a um custo menor e a prazos maiores. “Na hora em que as emissões de títulos rotuladas e classificadas como ESG forem consolidadas, teremos um espectro de investidores muito mais amplo do que os investidores tradicionais. É um caminho sem volta”, projeta.

Este artigo foi originalmente escrito por Alexandre Mansur e Thaísa Pimpão e publicado na coluna Ideias Renováveis, da revista Exame.

Foto: As fazendas da empresa Rizoma Agro foram as primeiras propriedades rurais do mundo a emitir um título verde para financiamento de projetos de agricultura (Rizoma Agro/Divulgação)

Pesquisa mostra que população da Amazônia vê preservação ambiental como condição para o desenvolvimento

Pesquisa Decisores da Amazônia mostra que atividade com mais potencial é o turismo

SÃO PAULO, novembro 2020 – A preservação ambiental é condição fundamental para o desenvolvimento econômico na avaliação de 86% dos dos brasileiros que vivem na Amazônia Legal, mostrou a pesquisa Decisores da Amazônia, realizada pelo Ideia para o Instituto O Mundo Que Queremos e o Instituto Clima e Sociedade.

De acordo com o levantamento, os entrevistados acreditam que a preservação ambiental é muito importante pois o crescimento e o desenvolvimento do país também dependem do meio ambiente conservado. A constatação foi feita em todos os municípios, independentemente das condições econômicas e de desmatamento.

O percentual é semelhante ao dos entrevistados que acreditam que as atividades econômicas estão de alguma forma ligadas à exploração de recurso naturais (80%), o que se leva a crer que eles acreditam em uma exploração sustentável da região, daí a importância de entendimento entre preservação e conservação da floresta. Seguindo nessa linha, a pesquisa mostrou que a atividade econômica com maior potencial para ser explorado na Amazônia é o turismo (oportunidade de lucro com baixa necessidade de desmatamento), seguido do melhor uso do solo por meio da pecuária com o objetivo de reduzir a pressão do desmatamento.

Do outro lado, apenas 8% dos entrevistados acreditam que a preservação ambiental interfere no crescimento econômico do país.

Ameaças e cuidados

A pesquisa Decisores da Amazônia mostrou também que a floresta representa o maior bem da humanidade para 66%, segundo os entrevistados, sendo a principal ameaça à natureza atualmente o desmatamento das florestas (56%). Como ameaças, em segundo lugar aparece a poluição das águas, rios e mares (12%) e, em terceiro, o descarte inadequado, geração de lixo e de resíduos sólidos (11%).

De acordo com metade da população da região, houve uma piora na situação do meio ambiente nos últimos anos (35% acham que piorou um pouco e 21% acham que piorou muito).

Para 23% deles, os cuidados com a produção e destino do lixo é a melhor ação que a população pode tomar para melhorar o uso dos recurso naturais.

Quase metade dos entrevistados afirmam ainda que a opinião da população não é levada em consideração pelos políticos locais.

Além disso, para 24% dos entrevistados os governos estaduais, em primeiro lugar, e o governo federal, em segundo lugar, são os responsáveis pela situação atual do meio ambiente. Já para 51%, o cuidado com a floresta é responsabilidade de todos, mas as decisões sobre futuro da Amazônia dizem respeito somente aos brasileiros (soberania).

Outro ponto a ser levado em consideração é que a população avalia que a preocupação dos ambientalistas com a conservação é mais positiva do que negativa (34%). Os ambientalistas são o grupo com maior grau de confiança na região, à frente de imprensa, políticos, líderes internacionais ou mesmo moradores de outras regiões do país.

Necessidades
Na Amazônia, as maiores demandas são saúde, educação e geração de emprego. A primeira é apontada como a mais carente de atenção por parte da atual administração municipal para 3 de cada 4 moradores da região.

Por fim, vale citar que 1 em cada 5 entrevistados não receberam informações sobre o desenvolvimento econômico da “floresta em pé” (77%). A Prefeitura municipal foi citada como o call mais efetivo para receber informações a respeito do desenvolvimento econômico com a floresta em pé (43%).

A Pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 a 23 de outubro de 2020, com 1400 entrevistados. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Um dos critérios adotados para a escolha dos entrevistados foi a classificação dos municípios a partir do desempenho registrado por eles no Relatório Imazon para o Índice de Progresso Social (IPS) de 2018, bem como a condições destes municípios diante dos registros referentes à taxa de desmatamento, sendo assim definidas em três categorias: sem pressão (desmatamento acumulado menor que 5%), com pressão (desmatamento acumulado nos últimos 3 anos maior que 40 km² ano) e já desmatados (desmatamento acumulado maior que 70%).

Você pode acessar a pesquisa completa no link abaixo:
Resultados – Pesquisa Decisores da Amazônia

Foto: Unsplash

Primeiro, uma árvore da Amazônia pede socorro. Depois, os empreendedores

Precisamos preservar a floresta em pé também para conservar os bons negócios que crescem à sombra da natureza abundante da região

A Amazônia é muito fértil em oportunidades de negócio baseados no que a natureza tem para oferecer. Produção de cacau, guaraná, açaí, turismo, pesca, agrofloresta são só alguns dos já conhecidos. Temos potencial para expandir e aperfeiçoar essas produções, gerando subprodutos mais sofisticados e com grande valor agregado. Além dos empreendedores já investindo e testando modelos de oportunidades por lá, há potencial para outras cadeiras que ainda nem vislumbramos.

Nossa floresta é uma solução para nos ajudar a sair da crise, fazer a economia brasileira girar e gerar empregos, com serviços e produtos de valor único. Estamos falando de um lugar como nenhum outro, que já tem uma marca associada. É a nossa Borgonha, o nosso Vale de Champagne. Isso já está acontecendo. Vemos uma onda de empreendedorismo, que precisa ser incentivada, surgindo na região. Esses negócios precisam crescer à sombra da floresta, com ela em pé.

É por isso que precisamos prestar atenção na campanha da Árvore Refugiada, promovida por um conjunto de organizações não-governamentais como o GT Infra, o Engajamundo e o The Climate Reality Project Brasil. Quando uma árvore pede refúgio, todo esse ambiente fértil, favorável à criação de novos negócios criativos e únicos, também está ameaçado.

Não podemos deixar isso acontecer, precisamos preservar a floresta. Esse é o assunto do primeiro podcast do GT Infraestrutura, uma organização com mais de 40 organizações que constrói alternativas mirando incentivar esse desenvolvimento sustentável. O programa, que tem a Árvore Refugiada como tema, recebe Renata Moraes e Sérgio Besserman, da Climate Reality no Brasil. Qual é a infraestrutura compatível e pode contribuir para o desenvolvimento de uma nova economia que favoreça a manutenção da floresta e dos seus benefícios? Algumas respostas estão no podcast no site do GT Infra e também no Spotify.

Este artigo foi originalmente escrito por Alexandre Mansur e publicado na coluna Ideias Renováveis, da revista Exame.

Foto: Cena do filme “Árvore Refugiada”: quando uma árvore pede refúgio, todo esse ambiente favorável à inovação também está ameaçado (Reprodução/Divulgação)

No ar: GT Infra lança podcast

A Árvore Refugiada é tema do primeiro episódio

Já está disponível e pode ser acessado, no site do GT Infra e também no Spotify, o primeiro episódio do podcast Infraestrutura Sustentável, produzido pelo Mundo.

Apresentado pelo diretor executivo do GT Infra, Sérgio Guimarães, o programa vai receber convidados para conversar sobre temas fundamentais para construir a infraestrutura que queremos. A intenção é ser mais um canal para pensar soluções para os problemas socioambientais que afetam diretamente nossa vida e também novos caminhos para o desenvolvimento.

No primeiro episdódio, convidamos Renata Moraes e Sérgio Besserman, da Climate Reality no Brasil, para falar sobre a campanha A Árvore Refugiada e sobre a importância de pensarmos uma nova economia, que mantenha a floresta em pé. Boa escuta!